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O que aprendi com o arrependimento de uma menina de 9 anos

  HÁ ALGUM TEMPO ATRÁS, estive em um certo lugar (um abrigo) para visitar uma menina, vou chamá-la aqui de Alícia (para resguardar sua identidade), que estava em disciplina em um quarto por causa do seu mau comportamento. Quando entrei ela estava sentada no chão em silêncio empilhando alguns brinquedos. Ela olhou para mim e rapidamente abaixou o olhar, então resolvi me sentar também no chão, ao lado dela. Eu disse: “Então Alícia, o que aconteceu?”  Ela olhou para mim e começou a contar tudo. Dois dias antes, uma quinta-feira, a cuidadora chamou-lhe a atenção por causa de uma lição de casa que fora achada sem fazer. Alícia respondeu gritando que não iria fazer, a cuidadora foi mais firme, o que Alícia reagiu com muitas palavras feias e até um empurrão. Ela me dizia, foi por isso que estava ali naquele quarto. Perguntei a ela se achava que sua atitude estava correta. Ela novamente abaixando o olhar disse que não.  Eu fiz um momento de silêncio, e comecei mostrar a ela como sua atitude ti
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Pare e repense

Há momentos que não tem jeito, temos que parar e repensar algumas coisas na nossa vida – ou a própria vida. Sendo adulto, é inevitável a entrada numa sequência automática das segundas e terças e quartas e quintas… finais de semana e segunda de novo, é inevitável não se apegar as formas, aos cheiros, aos sabores, aos lados, as direções diárias. A tendência é os hábitos ficarem cada vez mais arraigados, as manias surgirem e os pensamentos seguirem o mesmo curso sempre. São as crises, as dificuldades, numa linguagem mais cristã: as tribulações, que nos param e nos tiram dessa sequência monótona. Já notou isso? Nossa reação imediata quase sempre é o espanto, o medo, a tristeza; mas se soubermos aproveitar a situação, isso será só de início. Assim como depois daquela tempestade que sacudiu tudo, depois de passado todo o barulho e demais coisas que acompanham tal cena, vem a calmaria, vem uma calmaria. E é aqui que paramos e conseguimos pensar fora da sequência automática. Depois da tempest

Eu tenho a oração

  Não, não tenho tudo o que eu queria. Me falta várias coisas. As vezes até mesmo a força para enfrentar um novo dia. Não tenho a sabedoria que gostaria ou o discernimento de tudo o que acontece ao meu redor… Não tenho a compreensão e nem a devoção. Falho repetidamente no “querer”. Me falta na verdade, tudo, e não tenho nada do que realmente preciso, pois quase tudo o que julgamos ter nessa vida, não passa de castelos de areia e não me refiro a nenhum deles agora. Contudo, foi pensando nesse nada ou nessa falta constante que descobri que tenho uma coisa. Eu tenho a oração. Não importa como eu me sinta ou quão confusa esteja. Fraca, necessitada. Doente, desanimada. Em meio as sombras internas ou externas. Na bonança ou no caos. Eu tenho isso, eu tenho a oração… uma união a Deus, onde os céus e a terra se encontram dentro do meu coração. Ele sempre me ouve e sempre ouvirá. Que confiança é essa? Alguém pode se perguntar. Sim, uma grande confiança. Nossa união, nossa oração – nossa pois El

Filha de Abrãao e Sara

  “Os dias da vida de Abraão foram cento e setenta e cinco anos. Abraão expirou e morreu após uma longa velhice, e foi reunido ao seu povo.” (Gênesis 25:7,8) Hoje em minha leitura devocional da Bíblia, cheguei ao capítulo 25 de Gênesis e me detive um pouco sobre esse fato: Abraão morreu aos 175 anos. Abraão tinha 75 anos quando partiu para a terra de Canaã. Foram então, cem anos de peregrinação no deserto, cem anos andando com Deus. O que fica para nós dessa longa jornada é a grande Misericórdia de Deus, sua infinita Graça. Deus não só interviu na história de Abraão, como durante cem anos se manifestou a ele e através dele. E apesar de Abraão, ou seja, apesar dos seus pecados e falhas, Deus glorificou o Seu Nome na vida dele. E sobre esses pecados e falhas que ninguém pense que foram pouca coisa. Sara , sua esposa, que o diga quão terríveis eles foram. Eu só posso imaginar todo o sofrimento de Sara, pois infelizmente nossas culpas são sempre uma afronta contra Deus e motivo de tristeza